Marcas miram rivalidade entre Brasil e Argentina em ações na Copa do Mundo

Espetacular, esplêndido, incomparável, melhor impossível. Esses são adjetivos usados por alguns argentinos durante um teste cego de café promovido em Buenos Aires.

O que eles não sabiam é que experimentavam um produto brasileiro, com um nome bem sugestivo em época de Copa do Mundo. A ação foi feita pelo Café Pelé.

“Claro, como não vai ser bom com esse nome”, disse um senhor ao descobrir o nome do produto. Outros demonstraram insatisfação ao tomarem conhecimento, o que ajuda a ressaltar a rivalidade.

“Nossa estratégia é colocar Café Pelé no centro dessa rivalidade sadia e mostrar a qualidade do nosso café de uma maneira descontraída, por meio dessa competição que atravessa anos e já é uma tradição entre os dois países”, diz Débora Bertolozzi, gerente de marketing na JDE Brasil, dona da marca, em comunicado.

A campanha com a degustação é assinada pela agência J. Walter Thompson.

Essa é apenas uma das ações que explora a rivalidade entre Brasil e Argentina apresentadas neste ano de Mundial.

Já o Magazine Luiza quis incentivar o público a trocar a televisão do 7 a 1 por uma nova. As televisões zicadas, segundo eles, seriam enviadas como presentinho aos argentinos —o protagonista do vídeo é um sósia de Maradona.

O vídeo protagonizado por um sósia de Maradona faz parte da campanha #SaiZica, que dá desconto a quem levar o aparelho antigo na aquisição de um novo.

Segundo a companhia, os aparelhos muito antigos (de tubo, por exemplo) recolhidos foram encaminhados para o descarte ecológico, enquanto os mais novos serão revendidos por empresa especializada.

O Guaraná Antarctica também entrou na onda. A Ambev, dona do refrigerante, decidiu suspender a exportação do produto até o fim de julho para 17 países que disputarão o torneio, como forma de mostrar apoio ao Brasil, segundo a empresa.

“Não gostou? Vai reclamar com o papa”, diz o anúncio. “Ih, não, ele é argentino”, adiciona. O slogan da campanha é  “Tudo pela Seleção” e a criação da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi.

Em um dos vídeos, o ex-jogador argentino Caniggia, carrasco do Brasil em 1990, é o protagonista. Ele tenta comprar uma latinha de Guaraná se passando por brasileiro, mas é descoberto pelo atendente.

“Essa é uma campanha que não tem nenhum objetivo de segregar, mas  de unir quem está com a gente em território nacional, em um momento onde todos estão juntos torcendo pelo mesmo objetivo”, diz Felipe Ghiotto, diretor de marketing do Guaraná Antarctica.

Ainda na mesma linha, a Skol apostou na estreante Islândia para apoiar uma campanha.

A marca prometeu cerveja de graça a torcedores islandeses no Brasil, caso a seleção ganhasse no jogo de estreia contra a Argentina.

Eles não venceram, mas conseguiram um empate heróico por 1 a 1 contra o escrete liderado por Messi, que perdeu um pênalti.

A campanha foi criada pela agência F/Nazca Saatchi & Saatchi e conta até com outdoors e anúncios de jornal veiculados na Islândia.


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